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Postado por Peterson Rosa em Peterson Rosa

Voltando as Histórias do Bronco…

Como disse me profissionalizei muito cedo e logo entrei no Circuito Mundial… Três anos depois!!

Em 1993, precisei sair do meu Brasil, pois me classifiquei para o WCT (atual WT), e com isso as viagens surgiram. E algumas dificuldades, atrapalhadas, roubadas e furadas aconteceram… rsrsrs. Olha que não foram poucas!

Antes da minha primeira viagem internacional no Circuito Mundial, havia ido aos 15 anos para o PeruHavaí, na companhia do Miltão e do Roberto Valério. Só que detalhe, eles não me acompanharam na viagem em si (do Brasil para Havaí), eles arrumaram todo esquema para eu chegar lá, mas sozinho!

Tive que sair do Brasil e fazer duas conexões, uma em Miami e outra em Los Angeles, que foram um desastre…rsrsrs. Eu estava com doze pranchas e minha mala, eram dois pacotes de prancha. Um adolescente, imaginam o caos que era na alfândega, revistavam todas minhas pranchas, todas minhas roupas, colocaram um funcionário de dois metros de altura em um quartinho para me revistar. Que sufoco, sem falar Inglês!!!

Eu tentando arranhar o espanhol, comédia… Pois já tinha viajado pro Peru e achava que sabia falar alguma coisa!!! rsrsrs…

Imaginando que isso tinha sido minha maior dificuldade de chegar ao Havaí. Foi aí que tudo começou:

Cheguei no meu destino e lá era para estar um brasileiro que morava lá me esperando para me levar ao encontro do Roberto Valério, mas isso não aconteceu, fiquei umas oito horas esperando o tal brasileiro. Só que o cara estava vendo um jogo de futebol, depois foi tomar banho, arrumar a casa, pegou um trânsito do North Shore até Town.

Eu fui encaminhado para aguardar alguém, no setor de coisas perdidas!!! Isso mesmo, eu uma coisa perdida… rsrsrs.

Essa história foi uma das muitas que já passei!

No próximo post conto mais!

Valeu galera, boa semana pra todos.

Peterson Rosa

Mais um… Mais um aniversário chegando e desta vez em casa.

Dezembro é hora de planejar novo ano, pensar no Hawaii , respirar fundo refletindo sobre o ano que passou e comemorar.

Comemorar aniversário e comemorar as coisas boas do ano. Lógico, que não vivemos só de “flores’ mas vale muito celebrar tudo de positivo que aconteceu!

Lembro  que durante seis anos, só passava dia 01 de dezembro – meu niver, no Hawaii. Ganhava diversos  sorvetes da Haagen daz,  dos amigos e vários telefonemas. Poxa! Maior saudade sempre da minha família. Depois que parei o Circuito Mundial decidi não passar mais nenhum longe da minha avó, mãe e irmão. Ninguém me tira do “ninho”.

Não era nada ruim passar no Hawaii, confesso. Mas dezembro também era época de temporada, eventos e o crownd era, e é, insuportável.  Tinha dias que entrava em Rock Point, e só pegava três ondas, em duas horas de caída. Não dá! Sunset era o lugar do evento e só conseguia surfar em paz na bateria com mais três surfistas. Para treinar era “missão impossível”.

Este ano passo mais um aniversário em casa, do lado das pessoas que amo e planejando Hawaii no Spring Time, em abril. Hoje vejo que não há roteiro melhor que esse.

Bom, esta semana é de comemorar tudo. O ano não acabou mas comemoro mesmo assim. E penso constantemente no Haagen daz, nas missões impossíveis e “em dar um jeitinho $” para abril estar no North Shore.

Boa semana turma!

Andrea Lopes

Pare um instante e faça um cálculo comigo.

Fernanda Guerra, uma das primeiras surfistas do Brasil, muitas e muitas histórias para contar. Eu, prazer Andrea Lopes, primeira brasileira a seguir o Circuito Mundial inteiro, visitando diversos países, competindo desde dos meus 14 anos. Antonia Finch, neta da querida Fernanda Guerra, surfista curiosa… Muita energia para estar na água e ter diversas histórias.

O cálculo foi feito e na minha conta tem quase 40 anos de surf, 80 anos de muitas historias e um número indefinido de energia e alegria que unia essas três mulheres nesta foto.

Fernanda vem de uma época linda! Arpoador 1970 se não me engano… pranchas pesadas e uma menina loirinha corria atrás das enormes boards que viam até a beira da praia… Surf numa época de  muito preconceito, leis e paradigmas. Mesmo assim sua essência era única.

Eu venho do início dos anos 90. Minha mãe nada tinha a ver com surf e mais uma quebra de paradigma foi feita nesta década. Não acreditavam que menina dava batida reta na onda e essa coisa de viver do surf era ilusão… quem diria!!!

Antonia!?? Esta na geração velocidade. Internet, celulares, tudo extremamente rápido e sem muita simplicidade. Precisa mais do que tudo estar alerta as coisas simples da vida, como SURFAR. Sei que ela ama o esporte, já presenciei sorrisos e olhares curiosos diante de ondas e ondas. Certeza, uma surfista de alma e com muita energia pelo que vem!

Agora sugiro uma reflexão!
O que une uma geração tão diferente da outra? O que conecta pessoas tão mais maduras ou inocentes? Qual a paixão em comum que tira qualquer ser humano do seu estado natural? Não precisa pensar muito… Apenas olhe os sorrisos e veja o quanto o surf tem de especial. Em qualquer idade. Em todos os momentos… e em TODOS os corações. Basta SER e SENTIR.

Boas ondas turma e boa semana.

Andrea Lopes

Andrea Lopes, atleta AntiQueda e tetracampeã brasileira, que no fim de 2010 tinha anunciado sua aposentadoria, e no início da temporada voltado atrás, agora se aposenta novamente das competições.

E foi durante a entrega de prêmios do circuito nacional Brasil Surf - que está no segundo desafio da temporada, que a carioca, que é uma das pioneiras no surf feminino profissional no Brasil, anúnciou novamente que não vai mais competir.

Em 1999, Andrea foi a primeira surfista Brasileira a vencer uma etapa do Circuito Mundial. E em Maio, teve a chance de reviver o momento: foi novamente convidada para disputar a etapa, e caiu na repescagem/segunda fase.

A surfista foi a Búzios apenas para receber uma homenagem, e agora se dedica a palestras.

- Vim aqui especialmente para receber este prêmio. Depois de tanto tempo estou abandonando as competições, mas não o surfe, esporte que me deu tudo e que amo. Quero agradecer muito a todos que estiveram comigo nesta caminhada, especialmente as meninas, e pedir para que olhem com atenção para as nossas surfistas.